quarta-feira, 19 de abril de 2017

Desafio: projeto de empresa


Apresentação
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS POETA ANTÓNIO ALEIXO
ESCOLA SECUNDÁRIA POETA ANTÓNIO ALEIXO                                            2017/04/17, 11.º M —AI, M6
O desenvolvimento de novas atitudes no trabalho e no emprego: o empreendedorismo
Trabalho prático (grupos de 2 elementos):
Desafio:
Tendo em conta as condições da região, proponha uma atividade económica realista que se poderia desenvolver num determinado concelho do Algarve. Essa proposta deve ser fundamentada. Deve-se ter em conta algumas características da região:
·       Fatores ambientais (clima, solos, água, luz solar, …) que possam ser aproveitados ou que condicionem a atividade.
·       Necessidades de mão-de-obra e qualificações.
·       Infraestruturas (ensino, transportes, albufeiras, sistemas de rega, produção de energia…) - Algumas infraestruturas estão a ser utilizadas; outras encontram-se subaproveitadas; outras necessitam de ser melhoradas ou construídas.
·       Acesso aos mercados (disponibilidade, rapidez e custos de serviços e transportes: portos, aeroportos, distância da fronteira, estradas, ferrovias, rede de fibra óptica…).
·       Acesso à tecnologia e ao conhecimento (escolas, universidades, centros de investigação, centros de formação profissional) - a presença de clusters (aglomerados) de empresas ou de universidades potencia concentra conhecimentos, mão de obra qualificada e centros de investigação e de desenvolvimento de design de produtos.

Os projetos podem ser de dois tipos::
  • Ideias de negócio: “Que oportunidades de negócio podemos aproveitar?”
·         Intervenção na comunidade: “Como posso ajudar os meus concidadãos a viver melhor?”
Os projetos a apresentar não poderão pertencer aos sectores da hotelaria e restauração, porque a estrutura económica e social do Algarve depende excessivamente destes ramos de actividade.
As condições ambientais, humanas e de infraestruturas do Algarve possibilitam o desenvolvimento de outras atividades económicas. O que é que se poderia fazer no Algarve tão bem ou melhor que em qualquer outra parte do País, da Europa ou do Mundo?...

Entregas de trabalho – Os documentos a apresentar são trabalho de aula e serão aceites apenas no dia da aula respetiva:
·         Final das 1.ª - 3.ª sessões: cada grupo deverá entregar a(s) ficha(s) de registo do trabalho realizado (fichas 1 e 2). Estas fichas pesam 1/3 da avaliação deste trabalho.
·         Até 4.ª sessão: relatório final do trabalho (1/3 da avaliação)
·         4.ª sessão:apresentação oral (até 6 minutos por grupo - 1/3 da avaliação). Poderá ser acompanhada por um folheto, filme, ou outro meio. Deve sempre ser acompanhada do guião da apresentação, elaborado com base nos tópicos das fichas 1 e 2.



AGRUPAMENTO DE ESCOLAS POETA ANTÓNIO ALEIXO
ESCOLA SECUNDÁRIA POETA ANTÓNIO ALEIXO                                            2016/17, 11.º MJ, AI, M6
Ficha 1 - Planeamento
Esta ficha deve ser entregue no final da primeira sessão de trabalho. Este plano de trabalho poderá ser substituído em sessões futuras.
Em conjunto com a(s) ficha(s) de desenvolvimento do trabalho (ficha 2) vale 1/3 do peso total do trabalho.
Os alunos devem conservar uma cópia dos dados nos seus cadernos.
Grupos de 2 elementos
Composição do grupo


Nome do projeto

Empresa  £  ;        Intervenção social  £
Produto/serviço a apresentar ao público


Oportunidade ou necessidade detetadas







Dados a investigar e onde os procurar








Distribuição de tarefas














AGRUPAMENTO DE ESCOLAS POETA ANTÓNIO ALEIXO
ESCOLA SECUNDÁRIA POETA ANTÓNIO ALEIXO                                            2016/17, 11.º MJ, AI, M6
Ficha 2: Recolha de dados/desenvolvimento do trabalho
Esta ficha deve ser entregue no final das 2.ª e 3.ª sessões de trabalho. Em conjunto com a ficha 1 e com outras fichas de desenvolvimento do trabalho vale 1/3 do peso total deste.
Os alunos devem conservar uma cópia dos dados nos seus cadernos.
Membros do Grupo:

Atividade proposta
Descrição:

Justificação


Nome do projeto

Localização

Justificação




Meios necessários
Descrição
Valor -
Espaço


Equipamentos



Matérias-primas



Energia


Água


Mão-de-obra



Transportes



Outros recursos



Capital necessário no 1.º ano

Observações:






Relatório

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS POETA ANTÓNIO ALEIXO

ESCOLA SECUNDÁRIA POETA ANTÓNIO ALEIXO                          

                                                   

Relatório final do trabalho de projeto

Área de Integração, módulo 6, Tema 6.2


Alunos: _______________________; _______________________; 


Projeto de 

Empresa  ___         Intervenção social  ___



1.       Ponto de partida — qual foi o problema ou a oportunidade detetados?





2.       Qual é o produto/serviço que se pretende fornecer? (descrição e nome)





3.       Localização pretendida e justificação da escolha (factores preço e centralidade):





4.       Características sociais do mercado/público-alvo





5.       Área geográfica da atuação







6.       O que é necessário para produzir ou fornecer esse produto/serviço?

Descrição
Finalidade
Preço
Energia, água, comunicações



Matérias-primas



Equipamento










Mão-de-obra necessária
(n.º e características)





Transportes



Espaço (sede, armazém, terra arável…)
____m2

Outros fatores















7.       Foram tidas em conta as características da região? De que maneira?





8.       Outras informações importantes sobre o produto, as matérias-primas, processos de fabrico ou distribuição, publicidade, público/clientela, etc.:





domingo, 17 de abril de 2016

Muhammad Yunus e o microcrédito




Muhammad Yunus criou o Banco Grameen, que empresta pequenas quantias sem garantias nem papéis, sendo, sobretudo, procurado por mulheres: elas são 97% dos 6,6 milhões de beneficiários. A taxa de recuperação é de 98,85%.
A palavra "microcrédito" não existia até à década de 1970. Yunus cunhou-o para designar um tipo muito específico de crédito, que ele concebera, e cujo objeto principal não são os pequenos produtores, mas sim as populações pobres, que não têm, absolutamente, acesso a qualquer outro tipo de crédito.
Yunnus concebeu, e conseguiu implantar, a mais conhecida e bem sucedida experiência de microcrédito do mundo. Iniciou-a em 1976, concedendo empréstimos de pequena monta, com seus próprios recursos, a famílias muito pobres de produtores rurais, focalizando-se principalmente nas mulheres. Os bons resultados obtidos nessa primeira fase do projeto levaram-no a expandir essas operações com recursos de terceiros.
Em 2006, Yunus e o Grameen Bank ganharam o Prémio Nobel da Paz. De acordo com o comité responsável pelo prémio Nobel, a distinção é um reconhecimento "aos seus esforços para gerar desenvolvimento económico e social a partir de baixo. O desenvolvimento a partir da base também contribui para o avanço da democracia e dos direitos humanos".
Vivendo no Bangladesh — um pequeno país no subcontinente Indiano, com 130 milhões de habitantes, um PIB per capita de cerca de US$ 300 e com 62% da população analfabeta — para onde retornou após ter estudado Economia nos Estados Unidos, como bolsista do programa Fulbright, o Professor Yunus lecionava Teoria Econômica na Universidade Chittagong, enquanto tentava descobrir como poderia utilizar a teoria para resolver o simples problema das pessoas que morriam famintas a seu redor.
Yunus atribui a origem de sua visão a um encontro fortuito, em Jobra, com Sufia Begum, uma jovem de 21 anos que lutava desesperadamente para sobreviver. Para poder trabalhar Sufia tinha tomado emprestado cerca de 25 centavos de dólar americano a um agiota de seu bairro, que lhe cobrava juros de 10% ao dia. Com esse dinheiro, Sufia comprava bambu para fazer tamboretes. De acordo com o "contrato de empréstimo", Sufia era obrigada a vender seus tamboretes exclusivamente ao agiota que lhe financiara e que pagava um valor muito abaixo do valor de mercado. Assim Sufia conseguia obter um "lucro" de cerca de 2 centavos de dólar. Para todos os efeitos a condição de trabalho de Sufia era equivalente à de escravo.
Yunus encontrou 42 mulheres em Jobra nas mesmas condições e resolveu, ele mesmo, emprestar-lhes seu próprio dinheiro a taxas bancárias normais. Inicialmente emprestou 27 dólares, aproximadamente 62 centavos por tomadora.
Surpreendentemente, Yunus recebeu de volta, com pontualidade, o capital e os juros de todos os empréstimos que fizera Isso lhe deu a ideia que talvez fosse possível expandir esse processo. 

Características gerais do microcrédito (no conceito de Yunus)
O "Grameencredit":
a) Promove o crédito como um dos direitos humanos;
b) Sua missão principal é auxiliar as famílias pobres a se ajudarem a superar a pobreza. É dirigido aos mais pobres, especialmente às mulheres pobres;
c) Uma das características que mais destaca o "Grameencredit" é que não é baseado em qualquer garantia real, nem em contratos que tenham valor jurídico. É baseado exclusivamente na confiança, e não no Direito ou em algum outro sistema coercitivo.
d) É oferecido no intuito de gerar auto-empregos, fomentando atividades que criem rendas para os pobres, ou ainda para a construção de sua habitação, ao contrário dos empréstimos destinados ao consumo;
e) Foi criado para enfrentar os bancos tradicionais, que rejeitam os pobres, para eles considerados "indignos de crédito". Em consequência disso, o "Grameencredit" rejeita a metodologia bancária tradicional e criou sua metodologia própria;
f) Oferece seus serviços à porta da casa dos pobres, adotando o princípio de que as pessoas não devem ir ao banco mas sim o banco às pessoas;
g) Para obter um empréstimo um tomador tem que se reunir a um grupo de tomadores, que ficam moralmente responsáveis por seu pagamento;
h) Os empréstimos podem ser obtidos numa sequência sem fim. Novos empréstimos tornam-se disponíveis se os anteriores estiverem sendo pagos;
i) Todos os empréstimos devem ser pagos em pequenas prestações, semanais ou bi-semanais;
j) Mais de um empréstimo pode ser concedido, simultaneamente, ao mesmo tomador;
k) Os empréstimos são sempre vinculados a planos de poupança para os tomadores, obrigatórios e voluntários;
l) Geralmente esses empréstimos são concedidos por instituições sem fins lucrativos, ou por instituições cuja propriedade é controlada, na sua maioria, pelos próprios tomadores. O "Grameencredit" procura operar a uma taxa de juros o mais próximo possível dos juros do mercado local, cobrando a taxa básica, não a taxa cobrada pelos emprestadores tradicionais. As operações do "Grameencredit" devem ser auto-sustentáveis.
m) A prioridade do "Grameencredit" é construir o "capital social". Isso é obtido pela criação de grupos e centros, destinados a desenvolver lideranças. O "Grameencredit" dá uma ênfase toda especial à "formação do capital humano" e à proteção do meio-ambiente.