Conto das bilbiotecas dao Agrupamento de Escolas Jacinto Correia sobre a Gripe A
...A floresta parecia nunca mais ter fim. Precisava de todas as forças dos braços para conseguir afastar os ramos e abrir caminho por entre a folhagem e os arbustos. As pernas pesavam-lhe como se caminhasse mergulhada até à cintura em águas espessas, lodosas. O frio penetrava-lhe os músculos, os ossos. Sentia calafrios. A cada passo que dava, a angústia crescia. Mais um ramo para afastar. O pé esquerdo avançou mais uma vez, confiante mas não encontrou apoio onde esperava. Naquele brevíssimo instante a sua mente foi deslizando rapidamente da estranheza para o pânico a cada milissegundo que passava. Deu por si a cair, a cair, a cair aos rebolões.
Sem perceber como, viu-se sentada num prado aromatizado por centenas de flores selvagens. Não havia sol, apenas uma bruma cinzenta que não deixava que as coisas tivessem cores ou contornos definidos. À sua frente, fazendo o coração disparar para as 158 pulsações por minuto, mais coisa menos coisa, estava o Rick, escultural como um deus. Oh, Ricky!… Ela ainda não sabia se “Rick” um diminutivo de Ricardo, de Henrique ou de qualquer outra coisa. Pouco importava. Certo era que quando Rick se encontrava por perto, os olhares gulosos e sonhadores das meninas colavam-se-lhe como se estivesse coberto de papel apanha-moscas. Ali, no prado florido, ela disse-lhe qualquer coisa que nem percebeu o que era. Ele sorriu-lhe com doçura, tocou-lhe a face com a ponta dos dedos e, quando abriu a boca para lhe responder, começou a piar insistentemente... A piar?
“Raios!” – pensou Margarida quando se apercebeu de que era o despertador que a trazia de volta do mundo dos sonhos para a dura realidade (...)
A versão integral do texto será publicada em breve com as ilustrações da L., uma aluna da EB23 Jacinto Correia. Caso tenha interesse em utilizar o conto, poderá escrever-me para prof.paulosousa.fil@gmail.com




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